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EXTENSÃO

JUVENTUDE DO CAMPO: OFICINAS DE FORMAÇÃO HUMANA, TRABALHO E CULTURA

Coordenadoras: Drª Eliane Domingues e  Drª Maria Therezinha Loddi Liboni

Este projeto tem como base um trabalho anterior de pesquisa-intervenção realizado junto aos educandos da Escola de Agroecologia Milton Santos (Maringá-PR) que foi a base para elaboração de uma tese de doutorado “Entre a utopia e o mal-estar: reflexões psicanalíticas sobre os militantes do MST e seus dilemas”. Pretendemos com o projeto de extensão dar continuidade a este trabalho, socializar os conhecimentos produzidos e amplia-lo, envolvendo novos participantes. Nossos objetivos principais são: possibilitar aos acadêmicos do curso de Psicologia a oportunidade de confortar o conhecimento teórico com a realidade de um movimento social, pensar criticamente a realidade e experimentar, sob orientação, a possibilidade de intervenção e pesquisa; possibilitar aos educandos do curso de agroecologia da Escola Milton Santos a oportunidade de expressar suas singularidades e vivencias e refletir sobre temas que os afetam diretamente com vistas ao seu fortalecimento e das comunidades nas quais eles estão inseridos. A metodologia adotada é a realização de oficinas com temas escolhidos pelos jovens. Participam do projeto 36 educandos do curso técnico de agroecologia, da Escola Milton Santos, com idades que variam entre 15 e 24 anos. Como recursos metodológicos utilizamos dinâmicas, jogos, exibição e a discussão de filmes.  O projeto teve início em 2014 e é executado por duas professoras e acadêmicos do curso de Psicologia da UEM em parceria com o coletivo de acompanhamento político pedagógico do curso de Agroecologia da Escola Milton Santos.

 

ATENDIMENTO PSICOEDUCACIONAL A CRIANÇAS COM PROBLEMAS DE ESCOLARIZAÇÃO E TDAH (Processo 5072/13 DEX)

Coordenadora: Dra. Rosana Albuquerque Bonadio (DPI)

Resumo: O projeto objetiva o atendimento psicoeducacional a crianças com queixa de TDAH e de dificuldades de escolarização de escolas públicas do município de Maringá, por meio de instrumentos diagnósticos e de intervenção na perspectiva da Psicologia Histórico-Cultural. Sobre os procedimentos e aspectos metodológicos, as intervenções nos grupos são organizadas e realizadas por Psicólogos Escolares e Estagiários de Psicologia da UEM. Os participantes são alunos de Escolas Municipais de Maringá e os encontros acontecem na Unidade de Psicologia Aplicada. Um dos grupos é organizado levando em consideração alunos com queixa específica de TDAH que estão sem diagnóstico, foram encaminhados ao neurologista e esperam pela consulta, portanto, ainda não medicados. As atividades são divididas em três blocos. O primeiro bloco inclui três encontros orientados à apresentação e integração dos participantes. O segundo bloco é composto por cinco encontros organizados a fim de verificar previamente o conhecimento das crianças em relação à escrita, leitura, vocabulário, cores, noção de tempo e espaço, números e quantidades, operações matemáticas. Objetiva-se comparar o que as crianças se apropriaram dos conhecimentos escolares, com as dificuldades indicadas inicialmente pelas professoras em reunião inicial na qual as queixas são apontadas. No terceiro bloco são selecionadas atividades de leitura, escrita, raciocínio lógico, matemática, atenção, concentração, memória e organização de ideias, conforme as necessidades apresentadas pelos alunos e as queixas indicadas pelos professores. Além deste grupo, outro grupo é também organizado, no qual não há o critério anteriormente citado. Neste, são inseridas crianças com queixas de problemas de escolarização diversificada (leitura, escrita, matemática, TDAH), que apresentam diagnósticos anteriores e podem estar sendo medicadas. As atividades em encontros semanais de uma hora e meia. O projeto prevê reuniões de discussão teórica e estudo de casos, que acontecem quinzenalmente, com a participação de docentes, alunos e técnicos da UPA. Conclui-se, portanto, que uma via importante para a diminuição do número de crianças que fazem uso de medicação controlada é a constituição de espaços de atendimento a estas crianças que necessitam desenvolver a atenção voluntária e o autocontrole. Estes espaços de atendimento psicoeducacional, em instituições públicas, pode possibilitar o desenvolvimento das funções psíquicas superiores (atenção, percepção, memória, pensamento, linguagem, etc.) sem os efeitos colaterais que a medicação oferece.

Participantes do Projeto: Dra. Rosana Albuquerque Bonadio (coordenadora) (DPI), Dra. Silvana Calvo Tuleski (DPI/PPI), Psicólogo Escolar Luis Donadon Leal (UPA) e alunos da graduação em Psicologia.